quinta-feira, julho 27, 2006

Saudades tuas

Hoje o meu pai faria anos...

Aonde ele estiver vai ver o quanto me estou a esforçar para sorrir e com toda a certeza ficará contente por me ver feliz!

Tenho muitas suadades tuas... (sem palavras)


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"Um pai, bem na vida, querendo que seu filho soubesse o que é ser pobre, levou-o para passar uns dias com uma família de camponeses. O menino passou 3 dias e 3 noites a viver no campo.
No carro, voltando para a cidade, o pai perguntou-lhe:
-Como foi a tua experiência?
-Boa, responde o filho, com o olhar perdido à distância.
-E o que aprendeste? Insistiu o pai.
-O filho respondeu:
1 - Que nós temos um cão e eles têm quatro.
2 - Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde há peixinhos e outras belezas.
3 - Que nós importamos candeeiros do Oriente para iluminar o nosso jardim, enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los.
4 - O nosso quintal chega até ao muro. O deles chega até ao horizonte.
5 - Nós compramos a nossa comida, eles cozinham-na.
6 - Nós ouvimos CD's... Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animaizinhos... tudo isto, às vezes, acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho que trabalha a sua terra.
7 - Nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão a lenha.
8 - Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com as suas portas abertas, protegidos pela amizade dos seus vizinhos.
9 - Nós vivemos ligados ao telemóvel, ao computador, à televisão. Eles estão ligados à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família.
Filho terminou:"- Obrigado, pai, por me ter ensinado o quanto somos pobres!"
(Texto recebi do e-mail)

7 comentários:

Eu:) disse...

Esta historia é tão real:( mas infelizmente demora mt a q as pessoas percebam isto e dêem valor ao que realmente importa...e mesmo qd descobrem que "esta historia é real" é dificil mudar...é dificl ir contra uma sociedade inteira esteriotipada e preconceituosa...
um beijinho

Gully disse...

Nao estejas triste, nao gosto de te ver assim.
Beijocas amo-te muito
Gully

Bluejustin disse...

Por isso sempre digo que não gostaria de ser rica, perderia muito do que tenho.

Força!

Oficinas Ranha disse...

Sempre gostei de vir aqui e espero que ninguém me leve a mal o que aqui vou escrever... mas eu achei esta história mesmo muito reaccionária... Acho que ela não tenta passar a mensagem de "Carpe Diem", a ideia de aprendermos a aproveitar o que se tem... lembra-me, isso sim, os antigos tempos salazaristas em que se tentava incutir a ideia que o que de melhor e mais bonito se podia ser era pobrezinho mas asseado e honrado...
A questão que aqui está subjacente merece ser discutida. O pai rico e o filho podem dar-se ao lixo de ter piscina, candeeiros do Oriente, um quintal grande, refeições compradas ou micro-ondas para as aquecer, cds, computador e toda a restante parafernália. A família camponesa não, ponto. A família rica tem sistema de segurança para proteger o interior da sua casa e da sua vida. A família camponesa para além de, provavelmente não ter bens materiais para segurar, também não tem hipótese de o fazer. Já agora, calculo que se o pai rico tiver um acidente e ficar numa cadeira de rodas, por exemplo, a sua riqueza permite-lhe adaptar a sua casa e a sua vida às novas necessidades. Na família pobre, se alguém ficar paraplégico, é mais uma boca para alimentar e menos um par de braços para trabalhar.
Aproveitar o sol, os passarinhos, o rio, o fogão a lenha, para os ricos é uma questão de opção; para a família camponesa é a única opção.
As grandes diferenças em como vejo esta poética história são estas.
Não há problema em ver o dinheiro como necessário e útil, penso eu. Ninguém luta para ganhar menos... ninguém gostaria de ser pobre...
Desculpa-me esta intromissão 3Gatinhos... não consegui deixar de o fazer. As melhoras da tua tristeza. Beijinhos de quem gosta do que escreves (a maioria das vezes, eheheh) e do que fazes. Rita

TrêsGatosMiaus disse...

Olá Rita... obrigada pelo comentário, é sempre bom ler outros pontos de vista!

Este texto não é meu, chegou-me por e-mail num dia triste para mim. Identifiquei-me com ele logo que o li, mas não pela questão monetária, nem pensei nisso!

No ponto de vista que defendes eu estou total de acordo. Mas vi o texto por uma outra perspectiva a de dar valor ao que é tradição, ao que é cultural, ao valor de um trabalho que na grande maioria das vezes não é lembrado. Vi a humildade e o respeito!

Quem é rico não é só quem tem, mt pelo contrário. quem é rico é quem respeita, é quem é humilde e sabe viver nos dois lados sem perder qualquer dignidade qd se tem e qd não se tem. Para mim quem é rico é quem tem respeito e mantem a igualdade para com uma pessoa que tem ou não tem dinheiro, sem qualquer diferença. Isso para mim é ser RICO.

Não sei se me expliquei bem...

Beijocas da Cláudia

P.S.: Volta sempre, tá? :)

Oficinas Ranha disse...

Cláudia,
Adorei perceber melhor o teu ponto de vista e a forma como viste o texto. Nessa perspectiva também estou totalmente de acordo contigo, temos o mesmo conceito de riqueza. Obrigado pela resposta pessoal que te mereci e pelo facto de teres aceite a minha opinião de forma tão desportista.
Espero que a tua tristeza (que, segundo percebi, é perfeitamente compreensível) tenha ido de férias e que a 3 Gatos Miaus enérgica e alegre já tenha regressado...
Claro que vou voltar, beijinhos da
Rita

TrêsGatosMiaus disse...

Rita...

Era bom que todos fossem como nós ler, ver e ouvir os pontos de vista de cada um, para se chegar a um conceito, a um consenso. Se tudo e todos fosse assim não haveria com toda a certeza guerra!

Bem-hajas Rita

E bem-haja os blogs :))) e as conversas verdadeiras

Beijocas

P.S.: A questão do meu pai é mt complexa!! (talvez um dia a coloque no blog). Tento viver como se ele tivesse aqui e como ele me gostava de ver. Ele dizia que eu espalhava alegria... e sabes não sei se é coincidência ou não mas os meus alunos, amigos e familiares dizem o mesmo. Por isso sorrir é o remédio.