segunda-feira, julho 14, 2008

O nó

Numa reunião de pais, a professora realçava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que estivessem presentes o mais tempo possível...

Embora sabendo que a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, apelou para que se esforçassem para estar com os filhos.

Ouviu atentamente um pai que se levantou e explicou, de forma humilde, que não tinha tempo de falar nem de ver o filho durante a semana.

Quando ele saia para trabalhar, o filho ainda estava a dormir e, quando voltava do trabalho, o garoto já não estava acordado.

Explicou, que era a única forma de sustentar a família e que ficava angustiado por não ter tempo para o filho.

Tentava redimir-se indo beijá-lo todas as noites quando chegava a casa.

Mas desta forma o filho nem sabia que o pai passara por casa...

Para que o pequeno soubesse da sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Fazia isto religiosamente todas as noites quando o beijava.

Quando o filho acordava desfazia o nó, sabia que o pai tinha lá estado e o tinha beijado.

O nó, era o meio de comunicação entre eles.

A emoção não está na história, mas na alternativa encontrada por este pai!

O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras das pessoas estarem presentes e de comunicarem...

O importante é que o filho percebia o que o pai lhe queria dizer, através daquele nó afectivo...

Gestos simples como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam para aquela criança muito mais do que as desculpas vazias, os presentes, os objectos caros, os brinquedos ou as goluseimas.

É por esta razão que um beijo cura a dor de barriga, o arranhão no joelho ou o medo do escuro.

Podem não entender o significado de muitas palavras, mas todos nós sabemos o valor de um gesto de amor...

...mesmo que esse gesto seja apenas um nó na ponta do lençol...

(recebido via e-mail)

terça-feira, julho 08, 2008

Ordem das coisas

Numa aula, um professor agarrou num tubo de vidro e pôs lá dentro bolas de golf. Em seguida, perguntou aos alunos se o tubo estava cheio, e todos responderam que sim.
Então o prof. virou para o tubo, uns quantos berlindes que ocuparam os espaços vazios entre as bolas, e novamente a mesma pergunta e resposta. Novamente, virou parao tubo uma mão cheia de areia, que ocupou os espaços entre as bolas, e obteve a mesma resposta dos alunos, que ainda viram o prof. meter um café no tubo sem que nada deixasse de ocupar o seu espaço. No fim, o professor explicou aos alunos, que tudo aquilo tinha um significado:

- as bolas de golf representavam a familia e todas as pessoas que são importantes na nossa vida

- os berlindes, representam a nossa profissão e tudo o resto que faz a nossa vida operacional (casa, carro, moveis, etc...)

- a areia, a experiencia do que vivemos que vamos guardando na nossa consciencia
no fim ainda há espaço para tomar um café, mas a condição é respeitaras prioridades que cada ponto tem na nossa vida, porque se invertermos a ordem e enchermos primeiro o tubo de café, já nada vai lá caber a seguir sem entornar...

(recebido via e-mail)